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O Jazz

Distribuído pela prestigiosa editora americana Mel Bay, o método jazzístico elaborado pelo professor e baterista John Pickering abrange de maneira moderna e interessante a linguagem do gênero, ideal para todos os níveis musicais

Por: Lauro Lellis

Quando o assunto é livro para bateria, as publicações da editora americana Mel Bay são sempre uma ótima referência. No mercado de métodos em geral, esses livros estão entre os mais procurados, tanto pela qualidade do material apresentado quanto pela diversidade de assuntos relacionados com o aprendizado. Exemplo disso é o método de autoria do baterista e professor John Pickering, que abrange uma linguagem jazzística ideal para os níveis iniciante, intermediário e avançado.

Segundo o autor, o livro exige do batera, de um modo geral, um total controle da coordenação e da independência, para que assim ele possa se expressar com clareza no instrumento. Na música contemporânea, o domínio e controle de cada membro com autonomia tem sido um dos fatores preponderantes na busca e na formação do baterista. Pickering explora isso com muita propriedade. Ele propicia passo a passo ao estudante, o desenvolvimento da linguagem jazzística desde o seu conceito fundamental. Lê-se colcheia e interpreta-se como tercina. Veja na partitura 1, o exemplo correspondente.
A escrita em colcheias no jazz é comum e facilita a leitura. Além disso, essa
notação é a mais utilizada no meio profissional. Outro aspecto essencial questionado pelo autor é a interpretação. Não basta só decorar, tem que tocar com feeling, de modo que o sentido rítmico das tercinas possam soar. Evidente que isso virá com a prática, porém, para facilitar o processo, ouvir gravações do gênero é um bom auxílio e bastante importante. Veja na partitura 2 exemplos dos exercícios básicos direcionados para a caixa.

O livro é, basicamente, dividido em três partes, nas quais Pickering abrange nas duas primeiras as diversas possibilidades de combinações entre as quatro vozes, completand o enfoque de cada capítulo com pequenos solos numa seqüência de oito compassos.
Essa forma tem como objetivo contribuir para que o músico interiorize o conceito exposto, além, é claro, do espaço ou tempo do período dos oito compassos para que, aplique em uma melodia, a sua maneira. Veja na partitura 3 um exemplo de um solo.
A terceira parte é destinada a prática de outras divisões com a condução (ride M.D. / M. E.)diferente do tradicional ding dim, tópico pouco explorado em muitos métodos
do gênero. Veja na partitura 4.